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Tentação x Resistência

“Se bem fizeres, não é certo que serás aceito?”. Com essa pergunta em Gen. 4:7 o Senhor tenta levar Caim a pensar melhor sobre o que estava em seu coração, mas sua capacidade de discernimento estava obscurecida pelo ódio e inveja (ou seja, ele endureceu seu coração). O senhor, porém o leva a um outro nível, afirmando que sobre o pecado que estava prestes a acontecer ele ainda tinha capacidade de dominar.

Sempre temos a opção. Sempre temos a oportunidade da escolha, caso contrário Deus seria um titereiro e nós meros bonequinhos em Suas mãos. Acontece, no entanto, que o desejo do Senhor é que O queiramos realmente a ponto de escolhermos por Seus caminhos, por acreditar que Sua vontade é boa perfeita e agradável.

Infelizmente (ou seria felizmente?) nossa alma e nossa psique habitam num corpo pecaminoso e para aqueles que escolheram fazer a vontade, não mais a sua própria, mas a de Deus, há necessidade de se munir de forças. Como?  Vigiando e orando (inclusive, em todo o tempo no espírito) para que não entremos em tentação, pois na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca. (Mateus 26:41).

Nessa ‘vigília’ não estamos sós e nem a tentação é maior que nossas forças, mas antes o Senhor nos dá também o escape, para que a possamos suportar. (1 Coríntios 10:13).

A tentação tem, no entanto o seu papel, que é o de mostrar à própria pessoa o que está em seu coração e que, em sendo boas intenções, “receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam”. (Tiago 1:12)

Como disse um pregador: “É muito difícil vencermos sozinhos o nosso próprio instinto. Por mais que quisermos fazer o bem, realizá-lo está além de nossa capacidade como ser humano (cf. Rm 7.15-25)” pois nossa visão foi corrompida pelo pecado. Pecado esse que o Senhor pagou na Cruz e com Sua ajuda temos condição de vigiar, orar e… fugir. Eis uma opção totalmente válida e prática para que não caiamos na tentação (I Co 6.18; 2Tm 2.22). Tal como fez José das mãos da mulher de Potifar: saiu correndo.

Quando optamos por deixar o Senhor nos ajudar, temos certeza da vida, pois o pecado que seria assim gerado traz a morte (Tg 1:14-15)… e isso é o que menos desejamos, principalmente em se tratando da vida eterna

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